sábado, 17 de fevereiro de 2018

ARQUITETANDO COM THELMA: ESTANTES!

Sempre achei que as estantes são peças que valem o investimento, além de armazenarem livros, objetos e o que mais você quiser, elas enriquecem a decoração do ambiente. Por isso mesmo Sandra Regina, posto abaixo algumas fotos para você se deliciar, do jeito que me pediste no e-mail, em madeira e com charme que vai além do trivial.













sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Releitura tropical de Le Corbusier




Vista a partir da composição paisagística assinada por Renata Tilli, a fachada revela a volumetria de inspiração modernista da casa, brindada por uma piscina que a separa do jardim e da praia.
A 17 km, rumo ao sul, no município do Ipojuca, na costa de Pernambuco, fica Toquinho, praia de areia fina, água cristalina, protegida pela ilha de Santo Aleixo, cujos arrecifes bloqueiam o ímpeto das ondas atlânticas. No final da praia de Toquinho fica a foz das águas preguiçosas do rio Sirinhaém. Dá para alternar banhos de mar com água doce nesse encontro.
O living traz mesa de centro criada por Arthur Casas,  e poltronas verdes do estúdio Branco & Preto, – ao fundo, no jantar.
O projeto da casa é do arquiteto Arthur Casas. “A residência possui uma volumetria simples, com uma base abrigando as áreas de convívio e o primeiro andar, os quartos. Para ampliar a presença constante do mar, a base foi elevada em 1,20 m. Utilizamos madeira, com o intuito de sublinhar a atmosfera praiana de casualidade e de despojamento”, explica, sobre a construção de 920 m² em terreno de 6.200 m², dos quais 2.400 m² têm paisagismo assinado por Renata Tilli.  Pais previdentes que são, o casal de proprietários deseja que seus filhos construam suas casas ali também, para o lazer da futura grande família.


A entrada da casa se dá pelo lado oposto à praia, onde descortina-se uma mesa assinada pelo Studio Arthur Casas com um par de abajures.

Localizada no segundo pavimento, a área intima é composta de quatro suítes, todas privilegiadas com a vista para o mar, protegidas pelo sanfonado das portas-janelas camarão de cumaru, madeira 100% brasileira. O térreo, por sua vez, integra a ala comum com um social fluido, sem divisões, que reúne sala de jantar, living e home theater sob um respeitável balanço de 18,5 m de estrutura protendida. Esse living possui duas grandes aberturas paralelas, com portas-janelas de vidro temperado de fora a fora, que o mestre Le Corbusier (1887-1965) denominou nos anos 1920 como a janela panorâmica. Uma vem a ser a entrada da casa e a outra leva aos “fundos”, isto é, ao varandão e ao deck que dão para a piscina e a praia. 
Outra vista do living, voltada para a entrada, evidencia um par de sofás, poltronas vintage e tapete sintético.
Aqui, neste cenário, prosperam representantes da flora do costão brasileiro, com seus bonitos nomes tupi-guarani: o guajeru, ou guajuru, um arbusto com frutos arroxeados que parecem azeitonas; o guaimbê, ou banana-de-macaco, uma trepadeira capaz de chegar a 5 mde altura, com suas folhas grandes e recortadas; o sapoti, uma árvore de copa farta e fruto saboroso que faz gostosas geleias, compotas e sucos; e a pitangueira, com seus frutinhos em tons que vão do amarelo ao vermelho, quase vítreos, como se fossem delicados brincos de Murano nativo, com a cara do Brasil.
Na área da piscina, o piso de cumaru do deck  e as almofadas da jacuzzi, dão o tom.

A área íntima, no primeiro andar, reserva um pequeno terraço com piso em Pedras.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

MUSEU RODIN BAHIA

O Museu Rodin Bahia, situado próximo ao Corredor da Vitória, no bairro tradicional da Graça, onde mora a elite bahiana, foi a primeira unidade fora da França. Implantado num antigo palacete "Comendador Martins Catharino", que é uma das mais belas edificações tombadas pelo Patrimônio Histórico de Salvador, construído em 1912 (século XIX). Projeto de restauro e anexo, escritório Brasil Arquitetura, dos arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

No jardim à entrada, La Martyre (Rodin, 1885):

O jardim com seus caminhos em meio à vegetação tropical é o centro de encontro através da arte e da cultura. Com seu calçamento em pedra portuguêsa xadrez branco e vermelho de onde se ergue Jean de Fiènnes nu (Rodin, 1886).

À entrada do Museu a bela fachada e o amplo jardim que abriga quatro obras originais de Rodin: Jean de Fiennes (um dos componentes do famoso monumento Os Burgueses de Calais); Torso da Sombra (Torse de l’Ombre); A Mártir (La Martyre) e O Homem que anda sobre a Coluna (l’Homme qui marche à la Colomne).

A mansão de estilo eclético foi selecionado pela relativa semelhança com o Hotel Biron, local onde está instalado o Museu Rodin Paris (edificação do século XVII).

Ao nível do jardim, as instalações abriga um café e uma loja. O subsolo abriga as utilidades, as áreas dos funcionários e as áreas técnicas.

Concebido com um bloco totalmente independente, o anexo é uma caixa em concreto aparente, integrado ao antigo casarão por uma passarela de concreto protendido, suspensa a 3m do chão, Preservando a escala e a espacialidade do bem tombado, o novo edifício consegue se impor visualmente ao conjunto.

A perfeita integração dos dois blocos com diferença de idade de um século: cada um, ao seu tempo, expressando uma técnica e um modo de construir, de morar, de usufruir o espaço. Ambos com personalidade própria, envolvidos por um jardim tropical que os une.

As características originais do casarão foram mantidas. Os elementos, equipamentos de climatização e de iluminação foram introduzidos de maneira discreta em seus espaços.

Acréscida de mais um lance à escadaria existente para acesso ao sótão onde funciona a administração do Museu. Seus pavimentos principais (o 1º e o 2º pisos) serão dedicados essencialmente à exposição da coleção Rodin, e o pavimento térreo abrigará as atividades educativas e o acolhimento.

O bloco mantém uma distância da mansão e, guarda uma relação de escala com o mesmo.

O volume construído no terreno, com área similar à do Palacete, veio somar ao existente, formando um conjunto articulado para ser livremente desfrutado pelo visitante.

Tem um sistema de circulação vertical no Palacete na parte posterior da edificação, Um volume de concreto aparente encaixado no edifício histórico contendo escada e elevador liga os três pavimentos de acesso público.

A passarela externa ao caixilho e os mezaninos que o circundam oferecem diversos ângulos para a observação do que ali se expõe. No térreo e no piso superior, espaços expositivos menores, que o complementam. O núcleo central se desdobra através de um grande pano de vidro, em um pátio externo, que se integrar às áreas expositivas do conjunto.

O museu destina-se a promover a divulgação, o conhecimento, a compreensão e a apreciação da obra do renomado artista Auguste Rodin em sua dimensão universal, e interação com as matrizes estéticas brasileiras. Esse será o eixo a partir do qual a instituição atuará no incentivo ao desenvolvimento das artes no Estado - notadamente a escultura.

Tudo começou quando o diretor do museu Rodin Paris, veio conhecer Salvador e se apaixonou pela cidade, impressionado pela vitalidade da diversidade cultural. Em 2002 foi firmado o acordo entre o Ministério da Cultura e Comunicação da França e o governo do Estado da Bahia para a implantação do Museu Rodin Bahia. Os projetos pedagógicos constituí uma das principais prioridades de ação do museu. Dando aos jovens acesso a uma educação artística de cunho holístico e prazeroso. São oferecidos cursos, palestras, proposições de jogos educativos e visitas guiadas. O site do museu - www.rodinbahia.com.br - outra poderosa ferramenta educacional e de intercâmbio entre a instituição e seu público.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Banheiros em Preto x Branco ou vice versa!

Arrojado e contemporâneo, em preto e branco ou branco e preto, 
mostro aqui a evolução dos materiais dos banheiros:













domingo, 11 de fevereiro de 2018

Minha preferida do Renato Russo

De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo

Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora